Quem tem uma caminhonete e pensa em rodar como táxi em Campo Grande ganhou uma porta nova. A Prefeitura assinou decretos que atualizam as regras do serviço de táxi da Capital — e, entre as mudanças, passa a permitir que caminhonetes façam parte da frota.
A assinatura, feita pela prefeita Adriane Lopes (PP), formaliza os novos normativos da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para o setor. Segundo o diretor-presidente do órgão, Ciro Ferreira, a mudança amplia a oferta de serviço para a população e abre uma frente de trabalho para a categoria.
Outra novidade é a criação do "táxi black" — uma categoria executiva, com veículo de padrão mais elevado e serviço personalizado. E a mudança não fica só nos veículos: agora, todos os taxistas podem rodar nas faixas exclusivas de ônibus, sem que isso seja considerado infração de trânsito.
Os critérios específicos — que tipo de caminhonete entra, que exigências valem para cada categoria de veículo — ainda serão detalhados em decretos e portarias complementares, segundo a Prefeitura. As regras também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que chegariam à idade máxima permitida em 2026.
O que fazer
Se você tem caminhonete e interesse em rodar como táxi, acompanhe as publicações da Agetran — os critérios técnicos de homologação por tipo de veículo ainda não foram detalhados.
Taxista já credenciado pode conferir se sua categoria de veículo já está contemplada pela liberação de uso das faixas exclusivas de ônibus, evitando autuação indevida.
Quem já foi multado por rodar na faixa de ônibus antes dessa liberação pode verificar, junto à Agetran, se a autuação se enquadra no período corrigido pela própria agência.
Fique atento ao prazo de seis meses de prorrogação para troca de veículos da frota que atingiriam a idade máxima em 2026 — evita ficar fora de prazo por desatualização das regras.
O que isso não significa
Não significa que qualquer caminhonete já pode virar táxi amanhã. A Prefeitura assinou o decreto que autoriza a mudança, mas os critérios técnicos por veículo ainda dependem de portaria complementar da Agetran.
Também não significa liberdade total para rodar em faixa de ônibus. A liberação vale para os taxistas devidamente credenciados no novo regramento, não para qualquer veículo particular.





