
São dois prazos diferentes atuando ao mesmo tempo, e é a combinação deles que faz o trabalhador perder valores que existiam. Quem entende a conta ajuíza na hora certa.

O Supremo tem em mãos a definição sobre vínculo de motoristas e entregadores, com efeito para o país inteiro. Enquanto a tese não sai, existe o que já é seguro e o que continua em aberto.

Trinta dias é só o piso. Cada ano na empresa acrescenta três dias, até noventa, e esse tempo conta como se o contrato continuasse.

A emissão da CAT não é favor da empresa, e o afastamento pelo INSS não encerra o assunto. Existe estabilidade no emprego e existe indenização, e são coisas independentes.

Cobrança dura não é assédio. Humilhação repetida, isolamento e exposição pública são. A diferença é jurídica, e quem precisa demonstrá-la é quem sofreu.

Trabalhar além da jornada gera crédito, mas nem todo tempo a mais é hora extra e nem todo banco de horas é válido. A diferença está em detalhes que aparecem no cartão de ponto.

Quando a empresa é quem comete a falta grave, o empregado pode encerrar o contrato e receber tudo como se tivesse sido dispensado. O erro comum é pedir demissão antes de saber disso.

A dispensa por justa causa é a punição mais severa da relação de trabalho, e por isso a mais anulada na Justiça. O motivo raramente é o fato em si: é a forma como a empresa conduziu.

Cerca de 50 mil processos trabalhistas foram paralisados à espera dessa definição. Entenda o que está em jogo e o que fazer enquanto a decisão não sai.