Mato Grosso do Sul definiu no primeiro turno, neste domingo (4), o governador e os dois senadores que representarão o estado nos próximos anos. O governador Eduardo Riedel, do PP, foi reeleito com 67,8% dos votos válidos, e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, conquistaram as duas vagas no Senado.
Governo do estado
Riedel, de 57 anos, concorreu pela Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, e segue no cargo até 2030. A vitória no primeiro turno é um feito para o estado: foram 16 anos sem que uma eleição para o governo fosse definida sem segundo turno. O resultado também foi amplo na geografia, já que, segundo a cobertura local, o governador venceu os concorrentes em todos os municípios sul-mato-grossenses.
Fábio Trad, do PT, ficou em segundo, com 23% dos votos válidos, e João Henrique Catan, do Novo, teve 7,48%. Trad disse ver uma vitória política mesmo com a derrota e afirmou que seguirá na oposição. Em seu primeiro discurso depois do resultado, Riedel falou em projetar Mato Grosso do Sul e prometeu ampliar a inclusão e os investimentos.
Senado
Com 100% das seções apuradas, Reinaldo Azambuja foi eleito com 34,64% dos votos, e Capitão Contar ficou com 32,82%. Os dois são do PL e assumem as cadeiras que estavam em disputa neste ano.
Ao ser eleito, Azambuja afirmou que as prioridades serão a reforma tributária, a ferrovia e o SUS. Contar classificou a vitória como um novo desafio. Entre os derrotados na disputa ao Senado estava a atual senadora Soraya Thronicke, que concorria à reeleição.
O que vem agora
O resultado em Mato Grosso do Sul não terá segundo turno estadual, ao contrário de outras unidades da federação. Em 20 estados, o governador também foi definido já na votação de domingo. A atenção dos eleitores sul-mato-grossenses agora se volta à disputa presidencial, que será decidida em 25 de outubro entre Lula e Flávio Bolsonaro.
As cadeiras da bancada federal e da Assembleia Legislativa também foram definidas no domingo, com a renovação de nomes e a chegada de novos deputados. Os eleitos tomam posse nos primeiros meses do próximo ano, e os senadores eleitos passam a compor a Casa a partir de fevereiro.





