O Brasil criou 165,8 mil empregos formais com carteira assinada em agosto de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado superou com folga as projeções do mercado financeiro, que estimavam a abertura de 80 mil a 100 mil postos de trabalho no período.
O saldo positivo representa a diferença entre admissões e demissões no mês. Na prática, significa que o país criou mais empregos do que os que foram encerrados, o que é um indicador positivo para a saúde do mercado de trabalho.
Para quem está procurando emprego ou pensando em mudar de área, o dado tem um significado concreto: o ritmo de contratações está aquecido, e as chances de encontrar uma vaga com registro em carteira são maiores do que as projeções mais conservadoras indicavam.
O setor de serviços costuma responder pela maior parte das contratações registradas no Caged, seguido pelo comércio e pela construção civil. O resultado de agosto consolida uma tendência de resiliência do mercado formal brasileiro ao longo de 2026, mesmo diante de incertezas no cenário econômico.
O Caged é divulgado mensalmente pelo MTE e é considerado um dos principais termômetros do mercado de trabalho no Brasil. O levantamento capta apenas os empregos com carteira assinada no regime CLT, o que não inclui trabalhadores autônomos, informais ou servidores públicos estatutários.
O número divulgado também é significativo quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Economistas apontam que um ritmo de criação de empregos acima de 100 mil vagas mensais é sinal de economia aquecida, e agosto ficou bem acima desse patamar.
Esse cenário favorável no mercado de trabalho tem reflexo direto nas cidades. Em Campo Grande, a Funsat — Fundação Social do Trabalho — abriu nesta quarta-feira (30) com 912 vagas disponíveis em 128 funções, sendo 535 sem exigência de experiência. O atendimento ocorre das 7h às 13h, na Rua 14 de Julho, 992.
Para quem quiser acompanhar os dados do Caged mensalmente, o MTE publica os resultados no site do governo federal, geralmente ao final do mês seguinte ao de referência. As informações incluem saldo por setor, por estado e por faixa salarial, o que permite entender quais áreas estão contratando mais.





