A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu que setembro terá bandeira amarela. Na prática, isso significa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos — cobrado sobre o consumo do mês, em cima do valor normal da tarifa.
O adicional não é novo: a cobrança extra está sendo aplicada desde maio.
O que é a bandeira, sem jargão
Nem toda energia custa o mesmo para ser gerada. Quando chove bem, as hidrelétricas dão conta e a geração é barata. Quando chove pouco, é preciso ligar usinas térmicas, que queimam combustível e custam bem mais.
A bandeira tarifária é o jeito de repassar essa diferença no mês em que ela acontece, em vez de embutir tudo no reajuste anual. É um sinal de preço: quando fica caro gerar, a conta avisa.
São quatro cores, da mais barata para a mais cara: verde (sem adicional), amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2.
Quanto isso pesa na sua conta
O cálculo é direto — o adicional multiplica o seu consumo:
100 kWh no mês: cerca de R$ 1,88 a mais
150 kWh: cerca de R$ 2,83
250 kWh: cerca de R$ 4,71
400 kWh: cerca de R$ 7,54
Os valores são o adicional puro. Na conta final ainda incidem os tributos, então o que você paga a mais fica um pouco acima disso.
Onde procurar na conta
O adicional de bandeira nem sempre vem numa linha destacada. Em muitas distribuidoras ele entra somado ao valor do consumo, e a única pista é uma menção à bandeira vigente em algum canto do documento.
Se quiser conferir, o caminho é comparar o valor cobrado por kWh entre um mês de bandeira verde e um mês de bandeira amarela, com consumo parecido. A diferença por unidade é o adicional.
Quem não paga o adicional
A bandeira não se aplica a quem é atendido pela Tarifa Social de Energia Elétrica dentro da faixa de isenção. O benefício é destinado a famílias inscritas no CadÚnico dentro dos critérios de renda e a beneficiários do BPC, com condições próprias.
Quem acha que se enquadra deve procurar a distribuidora da sua região — a inscrição não é automática em todos os casos, e é lá que se confirma se o cadastro está ativo.
O que isso NÃO significa
Não significa que a conta inteira vai subir 1,88%. O adicional é um valor fixo por kWh, não um percentual da conta — em contas maiores ele pesa mais em reais e menos proporcionalmente.
Também não significa aumento de tarifa. Bandeira e reajuste tarifário são coisas diferentes: a bandeira muda todo mês conforme a geração, e o reajuste é anual e específico de cada distribuidora.
E não vale para o mês passado. A cor anunciada agora vale para o consumo de setembro, que aparece na conta que chega depois de fechada a leitura.
O que dá para fazer
Confira a data de leitura do seu medidor. O mês de consumo raramente coincide com o mês do calendário, e é a leitura que define qual bandeira se aplica.
Concentre o consumo alto fora do horário de pico quando possível. Chuveiro elétrico, ar-condicionado e forno são os maiores vilões domésticos.
Verifique se você tem direito à Tarifa Social. É o único caminho que zera o adicional para quem se enquadra.
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Fontes: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anúncio da bandeira tarifária de setembro de 2026; sistema de bandeiras tarifárias e Tarifa Social de Energia Elétrica, regulamentação da Aneel.





