Quem está de olho numa vaga na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul precisa redobrar a atenção antes de clicar em qualquer anúncio de concurso. A corporação alertou para a circulação de páginas falsas que imitam os canais oficiais e podem causar prejuízo financeiro e roubo de dados pessoais.

Segundo a PM, os criminosos divulgam os falsos concursos principalmente por anúncios pagos em redes sociais e aplicativos de mensagens, usando o nome e a identidade visual da corporação para dar aparência de legitimidade à fraude. Ao clicar no link, a vítima é levada a uma página que imita um site oficial, onde são pedidas informações pessoais e, em alguns casos, o pagamento de uma suposta taxa de inscrição por Pix ou boleto.

A orientação da PM é conferir sempre a origem da informação antes de clicar em qualquer link ou fazer qualquer pagamento. Editais, datas, taxas e todas as etapas dos concursos da corporação são divulgados exclusivamente pelos canais oficiais do Governo de Mato Grosso do Sul e pelo portal da própria PM — a corporação não solicita pagamento por transferência para conta particular.

O que fazer

  1. Desconfie de anúncios de concurso da PM em redes sociais, mesmo que usem o nome e o brasão da corporação — editais oficiais saem só pelos canais do Governo de MS e da própria PM.

  2. Não clique em links suspeitos, não preencha formulários e não informe dados pessoais ou bancários em páginas que você não confirmou serem oficiais.

  3. Desconfie de qualquer promessa de vaga garantida ou condição especial para participar do processo seletivo — não é assim que concurso público funciona.

  4. Se identificar uma tentativa de golpe, denuncie pelo 181 (Disque-Denúncia) ou registre ocorrência pelo portal da Polícia Civil.

O que isso não significa

Não significa que todo anúncio de concurso nas redes sociais é falso — mas significa que a confirmação sempre precisa vir do canal oficial, nunca só da aparência do anúncio.

Também não significa que pagar a taxa por Pix é sempre seguro só porque parece rápido e prático. O golpe conta exatamente com essa familiaridade: o Pix não tem volta depois de feito, e não há como recuperar o valor pago a um golpista.