
O seguro obrigatório de vítimas de trânsito mudou de nome, de gestor e de regra de cobrança. Quem ainda procura por "DPVAT" está buscando um nome que não existe mais.

A maioria da frota brasileira circula sem seguro. Quando o culpado é um deles, a conta não desaparece — só muda de caminho.

O DPVAT foi extinto e substituído pelo SPVAT, com gestão da Caixa. Entre uma coisa e outra ficou uma confusão que faz muita vítima desistir do que tem direito.

Quando o carro é a ferramenta de trabalho, o prejuízo não termina no conserto. Existe verba específica para os dias parados — e ela se perde por falta de comprovante.

A lei parte de uma premissa que muita gente desconhece — no trânsito, quem conduz o veículo maior tem mais dever de cuidado com quem está mais exposto.

É o documento que sustenta quase tudo depois — seguro, cobrança do outro condutor, indenização. E é também o que mais gente deixa de fazer por achar desnecessário.

A presunção existe e é forte, mas ela admite prova em contrário. Conhecer as exceções é o que separa pagar sozinho de dividir a conta.

O impulso de sair dali é compreensível e é o pior movimento possível. Transforma um acidente em um problema de outra natureza.

A conta do acidente costuma ser decidida antes do reboque chegar. O que você fotografa e registra no local vale mais do que qualquer argumento depois.