Quem tem precatório a receber na Justiça de Mato Grosso do Sul precisa redobrar a atenção: o TJMS alertou para golpistas que usam o nome do Poder Judiciário para pedir pagamentos, transferências ou dados pessoais a credores e advogados.
Em setembro, um idoso de 68 anos perdeu quase R$ 52 mil depois de uma videochamada com um golpista que se passava por desembargador, oferecendo liberar um suposto valor. Em maio, outra vítima havia perdido R$ 131 mil em Campo Grande, fazendo sucessivas transferências por acreditar que estava quitando custas e despesas administrativas para receber o crédito. Os golpistas usam dados reais de processos, extraídos do Diário da Justiça, para dar credibilidade à abordagem, e orientam a vítima a instalar aplicativos ou clicar em links.
O TJMS, por meio do Departamento de Precatórios, afirma que não exige Pix, taxas ou qualquer pagamento antecipado para liberar valores, nem cobra Imposto de Renda, taxas ou despesas de cartório como condição para isso. O cadastro e a atualização de dados bancários para pagamento de precatórios são feitos apenas pelo portal oficial do tribunal, e o órgão não envia mensagens de e-mails de provedores gratuitos como Gmail ou Hotmail.
O que fazer
Desconfie de qualquer contato — ligação, videochamada ou mensagem — que peça Pix, transferência ou dados pessoais para liberar precatório ou indenização judicial.
Nunca atualize dados bancários fora do portal oficial do TJMS: é o único canal usado para isso.
Não instale aplicativos nem clique em links enviados por quem se apresenta como magistrado ou servidor do tribunal por telefone ou mensagem.
Em caso de dúvida, procure diretamente o Departamento de Precatórios, no prédio do TJMS em Campo Grande, para confirmar se a cobrança é real.
O que isso não significa
Não significa que o credor nunca precisa pagar nada relacionado ao processo. Custas e honorários, quando existirem, seguem os trâmites normais do processo — o alerta é sobre cobranças fora do processo, por fora dos autos, pedindo Pix ou dados com urgência.
Também não significa que todo contato do tribunal é golpe. A diferença está no canal: comunicação oficial não pede Pix nem é feita por e-mail de provedor gratuito.





