
A lei parte de uma premissa que muita gente desconhece — no trânsito, quem conduz o veículo maior tem mais dever de cuidado com quem está mais exposto.

A pontuação total é o número que todo mundo olha e é o menos importante. O que define o seu risco real está em outras duas colunas.

Existem substâncias que interferem no resultado. Só que a alegação isolada não resolve nada — o que decide é o que você faz nos minutos seguintes.

Motociclista se machuca com muito mais frequência e gravidade. Isso muda o tipo de verba em jogo e desloca o centro da disputa para a dinâmica do acidente.

O carro é seu, mas quem dirigia era outra pessoa. Existe um procedimento para isso, ele é simples, e o prazo é curto — passou, os pontos são seus.

Toda embriaguez ao volante é infração administrativa. Nem toda é crime. O que separa uma da outra é um número — e a consequência de cruzá-lo é de outra ordem.

É o documento que sustenta quase tudo depois — seguro, cobrança do outro condutor, indenização. E é também o que mais gente deixa de fazer por achar desnecessário.

A presunção existe e é forte, mas ela admite prova em contrário. Conhecer as exceções é o que separa pagar sozinho de dividir a conta.

Existe mais de um prazo em jogo, e eles se confundem com facilidade. Conhecer qual se aplica ao seu caso é o que separa a alegação vazia do argumento que funciona.